CDB, LCI, LCA. As siglas assustam, mas por trás delas há uma ideia simples: você empresta dinheiro a uma instituição e recebe de volta com juros. O que muda entre elas é quem toma o empréstimo, como rende e como o imposto incide.
CDB
Certificado de Depósito Bancário. Na prática, você empresta ao banco, que usa esse dinheiro nas operações dele e te paga juros. Pode ser pós-fixado (segue um índice, como o CDI), prefixado ou atrelado à inflação. Sobre o rendimento incide Imposto de Renda em tabela regressiva.
LCI e LCA
Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio. Funcionam de forma parecida com o CDB, mas o dinheiro é direcionado a esses setores. O principal atrativo é a isenção de Imposto de Renda para a pessoa física, o que pode compensar mesmo com uma taxa nominal um pouco menor.
O papel do FGC
CDBs, LCIs e LCAs contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, até um limite por CPF e por instituição. É uma camada de proteção em caso de quebra da instituição. Vale conhecer os limites vigentes antes de aplicar.
Como comparar sem cair na pegadinha
Não compare só a taxa de cabeça. Uma LCA isenta de imposto pode render mais na sua mão do que um CDB com taxa maior, porque o imposto muda o resultado final. Olhe o conjunto:
- Rendimento líquido, depois do imposto.
- Liquidez e prazo de vencimento.
- Solidez da instituição.
- Cobertura do FGC.
As siglas são só o rótulo. O que importa é entender como cada uma rende, o efeito do imposto e a garantia por trás. Com isso, você compara com clareza em vez de escolher pela taxa maior do anúncio.
Conteúdo educativo, não é recomendação de investimento. Confirme regras e limites vigentes e avalie seu contexto.
